Pular para o conteúdo principal

Há 50 milhões de internautas viciados em web

A internet caiu, o que eu vou fazer? Como vou ficar sem conexão? Essas foram questões levantadas nas últimas semanas, já que a web sofreu algumas baixas momentâneas: o Twitter caiu por várias vezes e o Google ficou fora do ar por poucas horas. Isso sem contar as inúmeras panes do Speedy que deixaram vários usuários com conexões instáveis ou inexistentes.


A Universidade de La Salle divulgou recentemente um estudo que aponta a existência de 50 milhões de viciados em internet. A entidade britânica Advances Psychiatric Treatment divulgou um relatório mostrando que entre 5% e 10% de internautas no mundo são compulsivos, cerca de 1,3 bilhão de pessoas, segundo o Internet World Stats.

Atualmente, a web ocupa um significativo espaço na vida de todas as pessoas e tornou-se necessária para o desenvolvimento das atividades cotidianas. “A internet tornou a vida de qualquer pessoa mais simples e ágil. Compras, pagamentos, notícias, informações sobre clima, estradas, e tantas outras atividades, tornaram-se disponíveis a qualquer hora em qualquer lugar graças à internet e ao celular”, afirma Abel Reis, presidente da Agência Click.

Caiu! O que eu faço?

Mas a questão é: o que você faz quando a internet cai? Continua suas atividades normalmente ou se desespera com a impossibilidade de navegar na web? “Eu fico desesperado. Fico com a sensação de que o mundo pode estar acabando e eu não saberei. Eu me sinto totalmente excluído se estou sem a possibilidade de entrar na internet. Claro que eu consigo ter meu dia-a-dia offline normalmente, mas se eu estou em casa, no ritmo normal, eu preciso estar conectado”, diz Augusto*, estudante.

Para Cristiano Nabuco de Abreu, psicólogo e coordenador do programa Dependentes de Internet do Instituto de Psiquiatria do HC/FMUSP, depressão, fobia social e introspecção são fatores que podem desencadear o vício. “Quando o indivíduo prefere a internet do que as atividades no meio físico, troca a vida real pela conexão, é preciso ficar atento”.

Segundo Nabuco, a dependência não pode ser medida pelo tempo que o usuário fica on-line ou considerar apenas as horas que uma pessoa dedica à leitura emails e notícias na web, mas sim quando ela deixa de viver sua vida por causa da internet, desmarca compromissos, deixa de conviver com sua família. “Mas a partir do momento que você deixa de ter contato real, sair, passear, conversar para ficar online é sinal de que algo está errado”, ressalta Augusto.

Como tratar
O vício pode atingir diferentes graus (leve, moderado, abusivo, pesado) e somente o diagnóstico do médico vai definir se a pessoa realmente é compulsiva e qual tratamento deve ser feito. Mas as próprias pessoas encontram dificuldades para reconhecer a doença. “Muitas vezes, a pessoa não reconhece o vício. Assim, família ou amigos buscam ajuda e procuram tratamentos”, diz o psicólogo.

Compras, bate-papo, jogos são alguns exemplos de dependência. Entre as opções de tratamento estão: psicoterapia, terapia presencial, terapia em grupo e atendimento por email. O HC, a PUC e a Unifesp oferecem tratamentos gratuitos para dependentes.

Você quer saber se usa muito a internet ou se depende dela? Faça o teste!
F: Adnews.


--

A minha avaliação diz que ainda consigo controlar, com alguns problemas e você?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cuidado com quem sabe tudo

Cuidado com as pessoas que têm todas as respostas.  As pessoas sábias têm algumas respostas, mas também conhecem suas limitações.  As palavras "não sei" não estão longe de seus lábios. Cuidado com as pessoas que nunca estão erradas.  Eles estão errados demais, eles simplesmente não sabem disso.  "Eu estava errado", é uma admissão importante.  Isso indica que você provavelmente está lidando com uma pessoa sábia e honesta que está aprendendo continuamente. Fonte:  Cuidado com quem sabe tudo

31 agências disputam Ministério da Saúde

Verba anual é de R$ 120 milhões e será dividida entre quatro selecionadas O Ministério da Saúde escolherá quatro agências de publicidade entre as 31 que entregaram propostas até a última sexta-feira (23). Concorrem à administração da verba de R$ 120,75 milhões anuais: 141 Soho Square, Adag, Agnelo Pacheco, Arcos Propaganda, Artplan, Bees Publicidade, BorghiErh/Lowe, Calia, CCA Comunicação, DeBrito, DM9DDB, DPZ, Duda Propaganda, Fields Comunicação, Giacometti, Lew’Lara\TBWA, Light, Link/Bagg, Lua Branca, Master, Matisse, NovaS/B, Ogilvy&Mather, Perfil, Plá de Comunicação, PPR, Propeg, Publicis Brasil, RC Comunicação, Register e Sistema Palmas. Serão cinco etapas até a decisão final: habilitação, propostas não identificadas, propostas identificadas, layouts e preços; porém, ainda não há data definida para nenhuma delas. Atualmente, atendem o Ministério da Saúde Agnelo Pacheco, Duda Propaganda, Master e Propeg. F: Propmark