Pular para o conteúdo principal

Marketing pessoal: você é um produto

Somos produtos a ser adquiridos de diversas formas, a todo instante. Precisamos nos vender para nosso dentista, para nosso patrão, para a esposa ou o marido, para os filhos. Desempenhamos “papéis” sociais que poderiam ser administrados como se administra uma marca qualquer. Precisamos comunicar quem somos – nossos valores, nossa missão e nossa visão. Esta comunicação construirá, perante os diferentes grupos sociais dos quais fazemos parte, uma determinada imagem a nosso respeito. Seremos valorizados por estes grupos de acordo com esta imagem. Podemos valer muito, ou pouco.

Frequentemente sou procurado por pessoas com dificuldades para elaborar um bom currículo, enfrentar uma entrevista de emprego ou, simplesmente, manter-se num emprego. Muitos universitários não conseguem planejar suas carreiras. O que digo a estas pessoas é: Imagine que você é um produto! Sua roupa é a sua embalagem e seu currículo é seu folder.

A partir daí, as coisas ficam mais claras. Todo mundo sabe que o objetivo de um folder não é vender um produto, mas chamar a atenção de um cliente em potencial. Fazê-lo querer conhecer o produto. No caso do currículo, agendar uma entrevista. E na entrevista, o que fazer? A resposta é: Desempenhar o papel de um vendedor de alto nível. Demonstrar que o “produto” que está sendo oferecido apresenta boa aderência às necessidades do “comprador”. Para conseguir fazer isso, não basta dissertar sobre as qualidades do “produto”. É importante questionar, levantar as necessidades do “cliente” e encontrar aquelas que o seu “produto” consegue atender com excelência.

Todo mundo conhece os 4 P`s do Marketing – Produto, Preço, Promoção e Praça. O Marketing Pessoal deve tratar estes mesmos aspectos do indivíduo. O preço, segundo Kotler, deve ser formado considerando o custo operacional (custo de vida), a concorrência e o valor que o produto pode agregar para o cliente. A Promoção cuida da comunicação, da rede de relacionamentos, etc. O “P” de Praça se refere aos pontos de venda e aos métodos utilizados para vender o produto. Se o produto for vendido para o consumidor final, há de considerar que o consumidor compra por impulso. Para uma organização empresarial, a venda deve ser mais técnica.

Para analisar a questão de forma mais ampla, abordemos o tema “Planejamento Estratégico”. Quando faço palestras sobre Planejamento Estratégico para estudantes de administração ou jovens executivos, sempre pergunto: Qual é a sua declaração de Missão? E a sua declaração de Valores? Você conhece a sua concorrência? Conhece bem as necessidades dos seus clientes em potencial? Você já tem metas estabelecidas para os próximos cinco ou dez anos da sua carreira? Sabe em que deve investir o seu dinheiro? Já montou um Planejamento Estratégico para o produto que você quer vender: sua mão de obra?

Assim como todo produto, nós também nascemos, crescemos, atingimos um estágio de maturidade, entramos em declínio e morremos. Em qual estágio você está? Conseguirá reinventar-se várias vezes como a Coca-Cola, ou não?

“Gestão de Marcas” também é um assunto cada vez mais discutido porque a percepção que as pessoas têm das marcas exerce grande influência na hora da compra. E no Marketing Pessoal, a marca é o seu nome. Administre este patrimônio com todo o carinho que ele merece!

* Fabiano Parreiras é e sócio-diretor da UNICO Consultores e tem MBA em Gestão Empresarial e Marketing.
F: Mundo Marketing

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cuidado com quem sabe tudo

Cuidado com as pessoas que têm todas as respostas.  As pessoas sábias têm algumas respostas, mas também conhecem suas limitações.  As palavras "não sei" não estão longe de seus lábios. Cuidado com as pessoas que nunca estão erradas.  Eles estão errados demais, eles simplesmente não sabem disso.  "Eu estava errado", é uma admissão importante.  Isso indica que você provavelmente está lidando com uma pessoa sábia e honesta que está aprendendo continuamente. Fonte:  Cuidado com quem sabe tudo

As coisas estão sendo feitas?

A resposta é não. As coisas não estão sendo feitas. Isso acontece muito pois as pessoas estão fazendo o que eles querem e não o que precisa ser feito, e é ai que mora a grande diferença, pois fazer o que precisa ser feito, demora, da trabalho e leva tempo... tudo o que o funcionário médio não quer para ele. Para se tornar referência você precisa fazer acontecer e como estamos em um mundo de hábitos o funcionário médio esta acostumado a "dirigir no drive" ou seja fazendo mais do mesmo. A diferença de organizações que fazem a diferença esta em reunir um grupo de pessoas que sentem, pensem e implementem (de verdade) não apenas para cumprir tabela.

31 agências disputam Ministério da Saúde

Verba anual é de R$ 120 milhões e será dividida entre quatro selecionadas O Ministério da Saúde escolherá quatro agências de publicidade entre as 31 que entregaram propostas até a última sexta-feira (23). Concorrem à administração da verba de R$ 120,75 milhões anuais: 141 Soho Square, Adag, Agnelo Pacheco, Arcos Propaganda, Artplan, Bees Publicidade, BorghiErh/Lowe, Calia, CCA Comunicação, DeBrito, DM9DDB, DPZ, Duda Propaganda, Fields Comunicação, Giacometti, Lew’Lara\TBWA, Light, Link/Bagg, Lua Branca, Master, Matisse, NovaS/B, Ogilvy&Mather, Perfil, Plá de Comunicação, PPR, Propeg, Publicis Brasil, RC Comunicação, Register e Sistema Palmas. Serão cinco etapas até a decisão final: habilitação, propostas não identificadas, propostas identificadas, layouts e preços; porém, ainda não há data definida para nenhuma delas. Atualmente, atendem o Ministério da Saúde Agnelo Pacheco, Duda Propaganda, Master e Propeg. F: Propmark