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Tudo que Branding não é…

Branding tem se tornado mais um daqueles termos “bonitinhos” que acabam virando senso comum e que, no fim, significam tudo e nada ao mesmo tempo. Já vi branding como sinônimo de identidade visual; agência falando que faz branding sendo que faz design e curso com nome de branding cuja descrição aponta aprofundamento em teorias de marketing. Uma marca é um sistema complexo e intangível, cuja representação gráfica, ou seja, o logotipo e/ou o símbolo e toda a identidade visual aplicada, são parte das construções ólidas e palpáveis da mesma.. No entanto, existe todo um processo de concepção e gestão de uma marca, e o branding se enquadra nesse último termo.

O branding é uma disciplina cujo objetivo é gerir uma marca. A gestão cabe posicioná-la no mercado (em relação à concorrência) e criar vínculos com o consumidor. “É um processo estratégico que deve partir de dentro da instituição, quando os funcionários a ‘compram a ideia’ que os gestores querem passar e assim se tornam pontos de contato entre a empresa e o cliente”, afirma Ricardo Rodrigues, da BrandLab.

Marketing é marketing. Brading é branding. O Marketing é uma parte do conjundo de ações de comunicação de uma empresa que visa captar e fidelizar os clientes. Ele se atém a uma relação entre a distribuição de bens e serviços e o consumidor, criando necessidades nas pessoas. O Branding não é uma ação de comunicação propriamente dita, mas sim a gerência da imagem de uma empresa. O cuidado com essa imagem começa com o aspecto visual, mas isso é só a ponta de um iceberg. A administração de uma marca exige um cuidado, pois é responsável por toda a imagem da mesma no mercado.

Uma marca também não é só a identidade visual, mas é todo o conjunto de valores concretos e abstratos relacionados. Vai além do produto, é também o que o consumidor pensa dele. Parafraseando o designer Marty Neumeier, uma marca não é o que você pensa que é, mas sim o que os seus clientes falam dela. Cuidar dessa imagem é o papel do branding, seja no estreitamento de relação com o cliente, seja no cuidado de administrar a aplicação gráfica da marca.

Hoje as empresas têm um valor altíssimo de mercado somente por conta da marca. Um exemplo disso é a Coca-Cola (eleita em 2010, novamente, a marca mais valiosa do mundo pela Interbrand), que sem a identidade gráfica, perde cerca de 30% de seu valor total. O importante que é a empresa esteja apta a cumprir todas as “promessas” e expectativas que o profissional de branding vai criar diante consumidor. Em um momento onde as marcas significam mais do que “o nome de quem vende tal produto”, essa especialização ganha cada vez mais força e é importante que os empresários se conscientizem do papel que o branding pode desempenhar de agregar valor e dar à marca uma outra imagem dentro do mercado.

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